Conto-lhes a saga de um jovem marinagense em direção a Tóquio 2020.
Trata-se de Felipe Brito Ferreira filho da prima da Stella e do Betão, jogador de volei de Maringá.
Desde o início da adolescência Felipe já destoava dos colegas de classe pela altura muito acima dos outros - Esse menino precisa fazer um esporte, está muito alto e não pode ficar mole...era voz corrente na família Ele próprio acabou escolhendo a natação, boa escolha porque mexe com tudo, não estoura joelhos e coluna e assim ele fez sua estrutura física. A dedicação aos treinos fez com que ele colecionasse títulos estaduais, nacionais e sulamericano. Foi convidado a treinar e competir pelo Clube Curitibano e lá foi ele aos treze anos. Deixou a casa da família em Maringá e foi-se de mala e cuia para Curitiba treinar e viver por lá. O clube exigia dedicação nos estudos e a bolsa /atleta dependeria disso mas Felipe sempre tinha sido um bom aluno e isso não seria dificuldade para ele, mas as coisas começavaam a mudar na capital. Bernardinho, técnico multi campeão e agora medalha de ouro, do volei brasileiro foi convidado a fazer uma palestra para os nadadores, ao ver Felipe, foi ao seu encontro e puxou conversa - Qual sua altura 2,03? O que vc está fazendo na natação? Bora comigo para o volei! - sou filho do Beto Ferreira ex atleta de volei . -Ah sim me lembro dele. E Felipe contou para o pai o encontro. A partir daí decidiram que o garoto iria fazer um teste no Esporte Clube Pinheiros em SP, clube que melhor forma atletas de volei assim foi feito. O teste consistia em bater umas bolas com o treinador e Felipe apesar de não jogar volei frequentemente tinha herdado da natação músculos fortes e rápidos e enfim bateu bolas com força e deu saltos rápidos pegando bolas bem altas devido a sua grande envergadura. O treinador disse rápido - Esse menino é meu! e assim foi feito E de novo Felipe mudou-se. Desta vez para SP numa república de atletas pertinho do clube e foi desenvolvendo sua habilidade de jogador de volei no infanto juvenil e juvenil, sagrando-se campeão também, nesta nova modalidade estava com apenas16 anos.
Devo aqui fazer algumas considerações, formar um atleta não é apenas dar treino e exigir dedicação exclusiva boas notas. Existe a distancia de casa, dos amigos, o estranhamento da nova cidade, o morar com estranhos, a ausência do conforto que esta acostumado. Esses são alguns aspectos geralmente minimizados no esforço do adolescente, mas fundamentais na trajetória para o sucesso.
Na época foi convidado a participar dos treinos da seleção principal em Saquarema e lá ficou 3 meses com o grupo meses com o grupo jogando treinando fundamentos aprimorando as habilidades com a comissão técnica da seleção além de Bernardinho por perto!
Esses são os motivos da minha aposta nesse nome para Tóquio 2020 o que vcs acham?
Outro parente, um Barretto agora, menino habilidoso grande boleiro morava e jogava no interior de SP e o grande SPFC foi fazer um amistoso das categorias de base na cidade em que residia e jogava. Ele acabou com o jogo, fez dois gols e dominou o meio campo, claro veio o convite para reinar no SPFC. A família já tinha planos de mudar-se para SP o que acabou acontecendo. Um ano depois pai e filho foram até Cotia procurar os contatos do convite quando as partes se encontraram acertaram que o menino iria treinar no SPFC/Cotia. A família morava perto do estádio do Morumbi onde saía o ônibus todas as manhãs e nosso atleta ia treinar , ficava dois períodos treinando e convivendo com os outros jogadores com toda a infra estrutura necessária para formar as novas jóias do clube nosso Barrettinho não cresceu o esperado e seus colegas de time estavam com 1,80 ele permanecia mais mirrado,mas continuava grande no futebol até que um dia foi chamado na diretoria e dispensado, acabava o sonho de ser jogador de futebol a tristeza pelo sonho acabado, as baladas e viagens perdidas pois não era bem recebida a falta mesmo com justificativa, ainda tentou noutros times do interior de sp mas nada se materializou. Tambem se sacrificou, se dedicou, trocou horas de recreação pelo treino, sono por estudo, estava quase lá... Porem um fator alheio a tudo o eliminou...a altura!
As histórias de quase atletas, futuros atletas, atletas disperdiçados, são tantas que terîamos assunto por muito tempo.
Aos futuros atletas e aos que mudaram seus rumos o sucesso, a glória, e a certeza de ter feito bem feito.