Minha festa de aniversário foi igual
de traficante, durou 3 dias, de sexta a domingo, e teve um sabor melhor porque
minha querida e sensível médica e amiga Ana Cristina Gurgel me liberou do
antibiótico E.V.12/12 e tirou o catéter onde infundia o remédio e passou tudo V.O..
Mais liberdade para andar por aí sem estar pendurado no cateter central e no
sorinho.
Meu irmão Fabio, sua mulher e
filha são a própria festa e vieram comemorar comigo. Todos nós nos damos muito
bem e nos gostamos, então é só juntar esse povo com meus filhos daqui, Guilherme
e a namorada Lígia, mais o Guga e minha sogra, a sempre presente Lalá, já dá uma galera, muita comida, bebida
moderada, pois não posso beber, fico embriagado com muito pouco, música, Fabio
e Guga ao violão e a festa tá armada. Ainda fui no encontro de chorões de
Maringá, revi o Isaías de São Paulo, que eu não via desde 1980, e o cara ainda lembrou
de mim gente! 35 anos depois! E o choro estava de primeira, mesmo sem mim...
Quando era garoto sempre ouvia os
gritos do meu irmão mais velho:
- Sai daqui moleque! Vai pra casa! e eu não podia
ficar cinco minutos com ele e sua turma que ouvia isso. Tínhamos só 4 anos de
diferença.
Já estudante de medicina, estava indo
passar um fim de semana em Ubatuba na casa de um amigo da Santa Casa, o Jacob. Íamos em 15 colegas com idades regulando próximo de 23 anos, e o Fabio, meu irmão
mais novo, que tinha 15 anos e me fazia companhia na organização da mala, como eu sabia
que tinha lugar pra mais um, disse:
- Junta suas coisas que você vai
comigo - ele nem acreditou de tão eufórico! Ir passar um fim de semana com um
grupo mais velho, tocando violão, correndo atrás das gatas e fazendo graça, era
bom demais. Foi feito, ele se enturmou super fácil e o grupo o absorveu
naturalmente. Uns meses depois íamos competir num campeonato entre escolas de
medicina do estado de São Paulo, a Intermed, fiz
a mesma coisa:
- Vamos junto Fabio, era sopa no mel, jogos, comemorações, dormir
nas republicas em colchões no chão... Imaginem um garoto ginasiano neste evento de
universitários, mas ele se enturmou de novo e torceu muito. Não podia beber pois
eu não deixava, mas foi um grande fim de semana e daí nasceu uma amizade e um
respeito que perdura até hoje. Uniu ainda mais nossas famílias o fato de ser
padrinho de sua filha Isabella, linda, animada, amorosa, inteligente. Somos de
fato muito unidos!
Vou mais ou menos me recuperando da
retirada do osso do crânio. A cirurgia fez voltar a tontura que eu sentia no
tempo que estava sem o osso, chato andar por aí tonto. Hoje tirei metade dos
pontos da cabeça, mais uma fase que se vai com a bênção de nosso Pai maior,
tudo correu bem, sem surpresas, que bom!
Valeu gente
por mais uma semana!