sábado, 27 de junho de 2015

Um pouquinho atrasado...

        

Depois de uma parada involuntária por avaria no meu note aqui estou de volta.


Foi uma boa semana que começou bem com uma reunião com as grávidas do roupeiro Santa Rita. Adoro estas reuniões que me colocam em contato com a medicina que eu amo, quem conhece minha paixão e facilidade com a música as vezes me pergunta se eu não queria ter seguido a carreira musical, isso nunca passou pela minha cabeça, eu sabia que não era bom o suficiente para viver de música, sabia que não seria um Michel Teló e tem mais, sempre fui apaixonado pela medicina, amor que cresceu ainda mais quando me concentrei em seus estudos. Na maioria das vezes estudava pelo prazer de me aprofundar nos mecanismos fascinantes do corpo humano. Na ginecologia tive a mágica oportunidade de conviver com as pacientes e suas famílias no período especial da gestação, em que todos ficam iluminados, confiantes e cheios de esperança. Prazeroso demais participar deste momento e me lembro de muitos nascimentos, posso dizer que a maioria que nos uniu definitivamente: medico e paciente. Mormente hoje em dia que os colegas fogem do parto natural e indicam a cesárea com dia e hora, já na primeira consulta do pré natal. Ora, meus 3 filhos vieram ao mundo pelo parto natural sendo que o mais novo, fui eu que honrosamente assisti, auxiliado pelo grande colega e amigo Moacir Manetti que se manteve ao lado para qualquer eventualidade mas permitiu que eu assumisse todo procedimento, principalmente ser o primeiro a colocar as mãos no nascituro. Guardo muita emoção deste momento único. Imaginem vocês, trazer seu próprio filho ao mundo façanha feita por poucos, tenho lembranças diárias destes instantes. Os outros dois filhos estive ao lado o tempo todo mas era novo e inexperiente para assumir a responsabilidade da condução do parto, foi melhor assim me ocupei da Stella que era mãe de primeiro filho, o que nos aproximou ainda mais pelo resto da vida.


Ajudar gestantes para esse momento inesquecível, preparar, encorajar, dar segurança, ter controle da situação sempre foi meu objetivo e pelo retorno que tenho diariamente ao encontrar antigas pacientes, acho que fiz um bom trabalho. Continuo a ajudá-las agora, em casa informalmente, no acompanhamento de exames, orientações de diagnóstico/tratamento, ou dúvidas. Mesmo sem condições de atendê-las assumir procedimentos cirúrgicos continuo acompanhando-as de perto.


Isso muito me alegra, pois é mais uma prova de que o AVC, apesar de limitante, não atrapalhou um vínculo forte construído por uma vida inteira de dedicação a medicina. O AVC me tirou muitas coisas, muitas mesmo, mas mostrou e continua mostrar, que são inúmeros os caminhos da realização, não importando o tamanho dos desafios.


Valeu gente!

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Uma história antiga, porém atual...

       Tenho um história para contar hoje, que fala de um personagem que ocupou as manchetes policiais da imprensa por esses dias. Há 50 anos meu pai jogava futebol no Clube Atlético Indiano em São Paulo, lá ele era colega de time de José Maria Marin, na ocasião gerente da Caixa Econômica do estado de São Paulo. Anos treinadinho em armar esquemas de propina foi governador do estado  deposto pelo regime militar... meu pai demorou muitos anos para contar essa história, ainda pediu que mantivesse segredo dela, como que envergonhado com a desabonadora conduta do importante homem público.

       Meu pai, querendo ter uma casa própria, entrou em contato com nosso senhorio, um português que depois de tantos anos como inquilinos, acabou amigo da família.

       A Caixa Econômica estava com programa de financiamento para a casa própria, meu pai que era contador e mantinha seus documentos sempre em ordem, juntou aquela papelada toda e se apresentou ao banco, se animou por um instante ao constatar que o camarada de futebol José Maria Marin era o gerente da instituição. Como apresentou toda documentação necessária em ordem em poucos dias seu financiamento foi aprovado. Mas vai dia, semana e mês e nada do dinheiro sair, papai se angustiava em pagar logo o senhorio e sacramentar a compra, chegava a perder o fôlego de pensar, de tanto reclamar da morosidade da liberação do dinheiro. Foi falar com o gerente, seu camarada de futebol que conhecia superficialmente. No gabinete foi avisado pelo camarada do time, que deveria deixar uma porcentagem para sair o dinheiro, o que, sem demora foi feito. Ora gente, o Sr José Maria sabia muito bem que meu pai era um contador, pai de família, tentando comprar sua casa própria e mesmo assim o rouba. Bandido de última categoria. Ladrão que rouba de trabalhador, que apodreça na cadeia. Batedor de carteira de ponto de ônibus. Vagabundo punguista. A família exultou ao saber de sua prisão merecida. Meu pai, já falecido pelo seu jeito magnânimo deve tê-lo perdoado: 'isto é assim mesmo, filho'. Não é culpa dele, tinha todo o staff para azeitar, passou... fomos felizes naquela casa, isso que importa.
                - Sim pai eu sei disso, pensei com revolta.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Blog em manutenção


       Oi gente! Como somos escravos da tecnologia o blog não foi ao ar na quinta porque o computador deu pau!!!!

       Assim que voltar do conserto estará novamente no ar com uma nova e excitante história!


       Antigamente chegava no samba com a minha viola sempre afinada.
       Hoje em dia não confunda,
       Levo uma almofada pra sentar e não doer minha bunda!!!!

       Beijos em todos!

quinta-feira, 4 de junho de 2015

As noites de terça




       Já passava da hora de termos na cidade entrenimento de boa qualidade, com gente nossa. 

       Era uma noite como tantas. A combinação era: Cabaret Farol as 20:00h. Eu com minhas limitações me impondo a disposição de sair, friosinho, dor aqui e ali...Uma vontadinha lá no fundo de abandonar o compromisso e ficar no aconchego do lar. Mas meu lado boêmio, minha carência de diversão, de rever amigos, me animou. Família reunida lá fomos nós!

       A cadeira não é feita pra quem, como eu, está com os glúteos atrofiados, o que me falta em músculos, falta também em recheio do assento das cadeiras!!! Hahaha! Mas nem senti! Aguentei tranquilamente as 3 horas que passamos lá. 

      Que agradável, pura diversão descompromissada, alegre, leve e bem encenada pelos atores e orquestra de apoio, com músicas bem amarradas ao enredo da confusão dos atores , nem tanto amadores pois todos ali  têm alguma experiência com o palco. Senão no teatro, na TV, na musica, nos CDs...

     O querido Walter Tomé, dublê de músico e ator,  o velho amigo  Ben- Hur, já  conhecido dos maringaenses em suas aparições no palco, se desincumbe com graça e competência na pele do mestre de cerimônias do cabaré com piadas leves e oportunas, envolvendo o público, que ri o tempo todo das suas brincadeiras.  Fernandinha Sordi, convencendo com sua espontânea desenvoltura (apesar que demonstrar amor por aquele galã não seja exatamente uma dificuldade pra ela..) Ela e o garboso galã Ricardo Michels, também famoso  vocalista da banda Kicking Bullets,  envolvem o público nos meandros da trama.

   É muito legal ver esse tipo de evento, com essa qualidade e com gente nossa. Ganha muito a cidade quando descobre a possibilidade de se descolar dos grandes centros, dos grandes astros, sem cair no provincianismo ou amadorismo escolar. Que venham outras noites de puro deleite. Lá estarei com meus glúteos em forma, tenho dado voltas no quarteirão pra agilizar isso, assim eu e todos nós enfrentaremos com prazer muitas atrações locais. 

Valeu amigos!