sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Saco Sombrio



    


         Olá gente! Mais um blog. Desta vez vou contar episódio ocorrido comigo e minha família no verão de 1988, por coincidência o ano do desastre do Bateau Mouche. Claro que nada tem a ver com meu AVC ocorrido 26 anos depois, mas fico remoendo nestes tempos de “ócio”, o que poderia ter acontecido.
       É uma boa história, melhor ainda porque é verídica. Estávamos de férias, na magnífica casa dos primos Beth e Marcio em Ilha Bela, e o Marcio que tinha fixação por esses brinquedinhos de mar. Havia recém adquirido uma lancha de 25 pés com motor volvo que puxava esqui e resolvemos ir até a baia de Castelhanos que fica do outro lado da ilha, no lado oceânico. Nunca conseguíamos acordar cedo para esse passeio, pois as atividades noturnas iam até altas madrugadas. Ouvíamos sempre a família avisar:
- Respeitem o mar, que é traiçoeiro e tem suas regras, sair de lancha sempre o mais cedo possível!  Neste dia, até juntarmos as comidas e as pessoas já era bem mais de onze. O dia estava lindo e o mar calmo, uma hora depois de motor a toda chegávamos ao nosso destino, uma linda praia desabitada com areia branquinha e deserta, vários iates e lanchas estavam por ali também desfrutando o lugar.    Mergulhamos, nadamos até a praia, ao riacho doce e de águas frescas e foi esforço grande para mim na época, para voltar ao barco maior esforço ainda, porque o Guilherme ainda pequeno, cansou e subiu nas minhas costas, nessa época eu ainda fumava e não praticava esportes regularmente além de ter uma bronquite meio chata que me incomodava ao fazer exercícios devia pesar uns 1002kg. Comemos, rimos, brincamos e as lanchas ao redor sumiram, ainda comentamos o quão espertos éramos! Sim, vejamos... Logo em seguida veio uma boa alma local com uma piroga com um motorzinho, toc toc avisar:
- Amigos o tempo vai virar, aconselho vocês a irem embora, estão com crianças e vem chuva grossa por aí. Olhamos em volta, o dia continuava maravilhoso, o mar calmo, mas acatamos sem discussão  conselho do experiente pescador. Recolhemos os restos e o lixo do picnic e nos preparamos para zarpar. Marcio dá na partida e, nada, nem um ruidozinho ouvimos, abre-se o capuz do motor e Marcio entra lá dentro, o enorme motor e ninguém entendia nada do seu funcionamento, estamos fritos já pensei, com 3 filhos pequenos e a mulher, tudo que consegui na vida estava ali à deriva. Dormir na praia ia ser uma bela aventura para eles, Guilherme, 6 anos, Fernando, 7 anos e Guga, 9 anos e já olhei na praia procurando algum lugar para abrigar-nos e nada, praia deserta. Chamamos a boa alma da piroga, que retornou, pedimos ajuda, para rebocar-nos até Ilha Bela, e ele disse impossível com esse meu barquinho demora toda noite e vem tempo ruim por aí. E agora?! E ele disse tem um iate lá na frente, vamos pedir ajuda, com muito esforço via-se uma manchinha na linha do horizonte, era o iate lá parado. Subi a bordo da piroga e fomos com o valente barquinho toc toc toc.
-Vai demorar uma vida até chegarmos de volta, pensei, mas eu não ia conseguir ficar ali parado na lancha esperando balançando e o mar ficando agitado, ia me jogar no mar de ansiedade e náuseas. Demorou, mas chegamos ao iate. O marinheiro e o dono vieram ter comigo na porta lateral e as informações foram dadas, deu na partida e não ligou, e o marinheiro:
-Deve ser o bendix que colou, então vamos até lá, entramos no iate e saímos. Era um iate de uns 55 pés com 2 quartos, banheiro, cozinha e sala o Sr Gustavo o dono, veio pescar com os netos naquele manjado parcel, procurando garoupas. Voltamos para a lancha, lá chegando, o marinheiro experiente se agitava todo e dizia:
- Sobe que vai virar! Sobe que vai virar!  tínhamos que passar todos da lancha  para o iate, com o mar batendo era difícil essa manobra e havia o risco de cair no mar, mas deu certo, passamos todos para o iate, menos Fabinho e Marcio que não conseguiram e permaneceram na lancha, com aquele mar agitado, jogaram uma corda e seriam rebocados. Nessa hora que estávamos mais acomodados olhei em direção ao mar aberto só vi uma enorme nuvem branca vindo em nossa direção, em minutos não se enxergava um metro à frente e o iate, intrépido, continuava seu caminho. Fui lá conversar com o marinheiro, que agora estava no leme, como fazer para navegar sem ver nada. Ele me disse que, pouco antes de fechar, você tira a coordenada de um ponto conhecido, depois é só seguir naquela direção. Vamos para o Saco Sombrio que é o único lugar seguro com esse temporal, então vamos e íamos escalando ondas com o iate do Sr. Gustavo habilmente manejado pelo Seu Pedro marinheiro. Então estamos indo aqui, olha na bússola e o barco seguia em frente. A esposa do dono solícita, veio nos preparar um lanche, nossa com aquele enjoo, nem pensar em comer, além da preocupação com meu irmão e meu primo rebocados lá atrás na lancha, que sacolejava presa apenas por uma cordinha, que parecia tão fininha de tão esticada nas ondas enormes. Ventava e chovia e logo todos estávamos com frio e sem roupas quentes.            
           Ondas de 3 metros apareciam pela frente e o barco subia depois descia aquelas ondas enormes e eu lá dentro com toda minha família, eu muito preocupado com tudo aquilo. O barco virava de um lado para outro, as ondas batiam nas janelas, o dia virou noite.
              O Fernando vomitava bastante, numa destas idas até a pia do banheiro bateu os dentes no beliche, e lá se foi um dente, e um fio de sangue escorria da boca ainda acrescentando dramaticidade à situação já bem complicada.
      Em meia hora o tempo mudou da água para o vinho, estávamos andando há uma hora quando o temporal passou como se cortado com uma faca. É que tínhamos chegado ao Saco Sombrio, que era uma enseada única porque os montes que a protegiam, formavam algo como uma vírgula protegendo aquela enseada das intempéries que vinham do mar aberto, ali só chovia sem ventos ou ondas.
             Rebocados naquele temporal no iate do Sr Gustavo, desde que ficamos avariados na Baia de Castelhanos Marcio tentava pedir socorro por radio ao iate clube de Ilha Bela. Todo sul do Brasil sabiam de nós e com aquela tempestade tudo ficou mais dramático Sr. Gustavo avisava pelo rádio que estava tudo bem, mas com aquele tempo a interferência era grande e as notícias pouco claras. A tempestade passou, estava muito escuro e o que era possível ver no Saco Sombrio eram as pouquíssimas casas na praia e nas encostas. Precisávamos passar a noite ali e o marinheiro sugeriu irmos para a casa da “Mariinha” (que depois descobrimos ser um abrigo abandonado da Marinha) então, dividimos o povo e fomos dormir.   Fabio meu irmão, eu e meus meninos muito enjoados fomos para a casa da marinha, um casebre de alvenaria abandonado na encosta do morro, levamos o plástico que cobria a lancha e vamos nós, lá chegando com velas vimos que havia um homem dormindo num quarto, havia outro vago e fomos para lá, jogamos o plástico no chão e correu uma bela aranha de uns 10 cm de diâmetro veio em nossa direção, vários pés descalços tentavam pisotear o artrópode que era bem rápido e se safou num primeiro momento, organizamos as forças e ficou um contra um! Ela não foi páreo para um pai stressado...  Havia um machado encostado numa das paredes do quarto, fechamos a porta e deitamos Fabio e eu na abertura da porta quem quisesse entrar ali acordaria os dois e o machado ao nosso alcance, cansados pelo stress que passamos deitamos no chão sobre o plástico e logo estávamos ressonando. A noite passou rápido e a manhã vimos uma das vistas mais lindas que já vi na minha vida, a casa da marinha ficava no alto então via-se a enseada de cima com o iate e a lancha lado a lado, o sol refletido naquela água verde  escura e aquela paz, tudo correra bem...graças ao pai celeste que nunca nos abandona.     
          Agora era voltar pra casa, do outro lado da ilha.   Rebocados pelo iate, cruzamos com a lancha do nosso vizinho com seu caseiro no comando que ia nos procurar, ele voltou jogou cordas para nós amarrarmos e saímos bem mais rápido puxados pela lancha do vizinho. Só por pandega, Marcio dá a partida e eureka, os motores ligam normalmente, disseram que na bateção da tempestade soltou o bendix ?? Motor de arranque? Também não entendi, mas a verdade é que chegamos em casa com nossa lancha andando lépida. Visão linda da nossa prainha e da nossa casa. O caseiro já tinha, com sua mulher preparado um bom almoço para nós que foi totalmente devorado pois a fome era de ontem, depois do almoço, a sesta em cama com lençóis foi como uma dádiva e de fato foi, depois de tudo que passamos estou  mais consciente do que dizia minha família, respeite o mar que é traiçoeiro e tem suas regras que os que o conhecem entendem e respeitam.
              Depois de uns dias o episódio já tinha sido comentado e analisado muitas vezes em nossas conversas noturnas mas aquilo me fez ver como o cigarro me fazia mal e a verdade é que chegando em Maringá, comecei praticar tenis diariamente, parei de fumar e com o tempo emagreci uns bons 15kg além de adquirir um pouco de resistência física. Há males que vem para bem. Aquele fato de não conseguir nadar até a lancha me deixou muito preocupado: - E se não houvesse quem me ajudasse...eu precisava fazer algo: parar de fumar, praticar esporte e diminuir a comida foi o que decidi fazer e com o tempo funcionou. Aquele sufoco serviu para algo bom em mim.
          Uma bela história, uma grande aventura, uma lembrança divertida para nós. Mas nesses tempos de revisão da vida, de balanço de atitudes, sempre vem o pensamento “e se... o iate não existisse ou tivesse virado, o bom pescador não nos avisasse e depois não nos ajudasse...”
            Agora preciso ter uma visão assim pra recomeçar a vida com as novas perspectivas e tirar o melhor dela. Sem jogar tênis? Vamos de videogame, baralho, xadrez....Viagens sem metrô, grandes correrias e aventuras? Vamos de carro alugado e outras mordomias...Violão, guitarra? Vamos de sax, trompete... O importante é querer ir e chegar lá. Difícil, mas “eu consigo o dobro”, né Riane?
Valeu gente!




domingo, 20 de setembro de 2015

Cesar Brunetti




             


              As reuniões da Carniça, aquele meu já comentado grupo de choro dos tempos de faculdade, eram às sextas feiras na casa do Cesar Brunetti na Granja Viana em SP, mas muitas vezes se estendiam até os domingos ao redor da piscina. Foi num desses finais de semana entre churrasco, música e amigos, em 4 de agosto de 1979, que se iniciou o trabalho de parto do Gustavo, meu primeiro filho. Além dos choros tocávamos sambas e o repertório do compositor Cesar.

              O ano de 1980 foi um ano bem importante de afirmação do seu trabalho como compositor pela característica única de suas músicas e pela quantidade do que compôs. Cesar não expunha seu trabalho em qualquer plateia, ele era tímido ao mostrar suas músicas, então quando estávamos juntos, eu mais extrovertido, cantava uns dois ou 3 sambas de breque e aí depois que  trazia o público para aquele tipo de música introduzia o Cesar: - Cante aquela sua...e ele mais à vontade cantava. Assim foi tendo segurança que seu trabalho era bom. Como no dia em que ele conheceu o Ary Toledo. Esta vez estávamos no Clube do Choro quando entrou o Ary carregando um bandolim, o chamamos para a roda, logo após estávamos cantando sambas de breque e eu sabia que ia dar certo daí para as músicas do Cesar foi um passo natural, claro que ele se interessou muito pelo material e com o tempo o Cesar praticamente escreveu um show inteiro para o Ary, monólogos, musicas e tudo mais (menos as piadas). Naquela noite acabamos no luxuoso apartamento do Ary e Marli na região da av Paulista, e o Cesar mostrando seu trabalho.   
               
                   Além disso compunha criativos e contagiantes jingles e alguns de seus trabalhos estão na nossa memória pois são muito bons: brasileiro adora feijoada.., pipoca com guaraná ( pipoca na panela..)...,pizza com guaraná.., entre outros.  
                
                Fomos parceiros em outras tantas músicas, ele letrista e eu na melodia, mas talvez pela nossa proximidade não costumava me dar crédito nas nossas parcerias. Outras acho que apenas eu e ele sabemos da existência, origem e história. Muitas tardes e noites foram consumidas em delírios musicais, gargalhadas e harmonias malucas. Como a música da chacrete Rita Cadilac. Estávamos nós pela rua quando topamos com o poster da "Play Boy" da Rita. Foi o suficiente para ali na hora Cesar já foi falando a letra como se já tivesse escrita na cabeça dele. Pronta. A melodia foi feita por mim em casa. Uma boa música, ainda vou tocar pra vocês...

                Vai com Deus amigo! Vou continuar cantando suas músicas, difundindo e reverenciando seu trabalho. Divertindo, alegrando ou levando à reflexão, você será sempre lembrado!

               Valeu gente! Bom domingo com São Paulo e Palmeiras 2X0 prá nós já tá bom!











sábado, 12 de setembro de 2015

Volta a rotina


      Depois de uma semana dedicada ao show volto à minha rotina de recuperação, hoje começou fono nova a Geisa, pois a Raquel parou para descansar para o parto em meados de outubro depois veio a Jeronima (também conhecida como Marcella Chinaglia) e antes das duas a Suyane Hahn.

       Vamos com tudo quero melhorar sempre, seja com quem for, contanto que eu esteja lá, percebi que consigo fechar completamente o olho esquerdo. Vitória! Não entra sabonete no banho, melhorou muito. Uma coisa que melhorou, faltam outras, mas de uma em uma melhoram todas. Próxima meta é Los Angeles em março/abril, 12 horas de voo sem parar, vai quebrar minha bunda, mas vou ter que suportar. Vai dar certo, vou conseguir até lá fortalecer bem a musculatura e suportar a viagem.

       De pouco em pouco acertamos tudo, inclusive eu, também vou consertando. Primeiro fechar o olho, próximo passo é mexer a mão esquerda. Ela já acordou, mas pra mexer ainda precisa muita concentração. Paralelo a isso ando na rua com a Marcella, quando chove fazemos exercícios aqui dentro de casa, mas não paro, o clima é um convite à cama, mas tenho que resistir. Deitar é adiar a recuperação, vou deitar só um pouquinho pra descansar as costas, mas levanto logo com ajuda guindaste da Bortoloto. Eu até gosto desta rotina de terapeutas o dia todo, o ser humano se adapta bem a rotinas aí aparece algo para fazer à noite e foi a semana.

       Gente como me coçam estas cicatrizes cirúrgicas, quase machuco de tanto coçar.

       Esta noite me entrou na minha cabeça um pensamento dos restaurantes da Espanha, fiquei nisso por toda a noite e dormi malíssimo, devia estar com fome. Comi bem na Espanha. Stella não gostou tanto. Comi peixe, rabo de touro e um restaurante (o melhor que se come no balcão, sem mesa, algumas tapas e porções, me esqueço o do nome, acho que Cal Pep). O melhor em Madrid eram os churros da San Gines, que chegam crocantes com chocolate quente na xícara, então você molha no chocolate e manda prá dentro, é maravilhosa essa San Gines fica aberta a madrugada toda e só serve isso e água. Tem mil fotos nas paredes Pelé, Jackie e JFK, Salvador Dali e outras estrelas do jet set. Mas os churros são a grande atração da casa. Íamos todos os dias antes de dormir. Aqueles churros aqueciam o estomago e tínhamos bons sonhos...

       Fiquei lembrando, pensando nisso essa noite e não consegui conciliar o sono, fiquei até o dia amanhecer esperando para tomar café, mas acabei me contentando com iogurte com granola que a Stella sempre traz pra mim pra matar um pouco minha fome e ficando na cama pra tirar o atraso da madrugada. Quero voltar à Espanha quando possível é um país lindo, gente boa, língua fácil. Está nos planos, tenho muitos planos, viagens e quero fazer tudo.

       Valeu gente!

domingo, 6 de setembro de 2015

Plantão Musical



       Em primeiro lugar, cabe uma justificativa do porque o blog de quinta está saindo hoje, nesta sexta e sábado último tivemos o tradicional show dos médicos o “Plantão Musical”, com a minha participação, no Calil Hadad, com músicas do Paulinho da Viola. Então esta semana foi inteira de ensaios, lendo a letra da música e não cantando, o que foi muito melhor pois não tive ritmo e divisão para cantá-la. Eu que sempre fui o rei do swing e do balanço, agora não tenho ritmo nem para o parabéns a você. O AVC me queimou o chip do ritmo, atenção neurocientistas, o ritmo fica na região temporo parietal do cérebro, mas ensaiei bastante, contei com a bem vinda ajuda da minha fono querida, a Luciana Fracalossi, e me saí bem também andando lá no palco com a ajuda gentil de todos, principalmente do José Luis Garcia. Estarei lá ano que vem e espero cantar e tocar como fiz nos shows passados. Este show foi meio que uma volta aos palcos e se não pude tocar e cantar ainda, sentir a atmosfera do palco e plateia foi revigorante, adoro esta vida e posso dizer que preciso dela, e com o tempo volto com tudo. Deus ajudará como tem ajudado sempre.
       Escolhi falar a música 14 anos do Paulinho da Viola pelo paralelo com minha própria vida. O pai o chamou aos 14 para aconselhá-lo que sambista não tem valor nesta terra de doutor, lá em casa foi minha mãe que me interpelou, pois estava saindo muito para tocar com minha banda de rock, e ela irritadíssima disse: - Vai ser músico é? Ela tinha bastante implicância com os músicos da família, com alguma inclinação para a bebida e boemia. Naquele tempo estudava num bom colégio particular com ênfase no vestibular para medicina e não podia perder a oportunidade que meus pais estavam me dando. Deixei a banda de rock e segui estudando, mas sempre tocando informalmente como amador, pois a música tinha me escolhido. Fiz assim em Maringá também. Era desse jeito que eu queria minha relação com a música, me tornei médico e nunca pensei em ser músico profissional.
       O tempo passou, a vida me pregou um boa peça, mas vou me acostumando. Preciso me acostumar, pois vou ficar 1 ano sem o osso e espero melhorar da tontura antes de recolocá-lo.
       Dona Stella passou a semana tentando recuperar a passagem perdida, pois operei na hora que ela deveria embarcar para ver nosso filho em L.A., apesar da declaração do médico não está sendo fácil o reembolso. Chama a Dilma!!! que aqui no Brasil da gente a realidade é dura.
       Pelo enorme carinho e amizade dos meus colegas cantores, dos músicos, pelo apoio e compreensão da plateia, obrigado! Valeu gente! (sempre vale).