domingo, 6 de setembro de 2015

Plantão Musical



       Em primeiro lugar, cabe uma justificativa do porque o blog de quinta está saindo hoje, nesta sexta e sábado último tivemos o tradicional show dos médicos o “Plantão Musical”, com a minha participação, no Calil Hadad, com músicas do Paulinho da Viola. Então esta semana foi inteira de ensaios, lendo a letra da música e não cantando, o que foi muito melhor pois não tive ritmo e divisão para cantá-la. Eu que sempre fui o rei do swing e do balanço, agora não tenho ritmo nem para o parabéns a você. O AVC me queimou o chip do ritmo, atenção neurocientistas, o ritmo fica na região temporo parietal do cérebro, mas ensaiei bastante, contei com a bem vinda ajuda da minha fono querida, a Luciana Fracalossi, e me saí bem também andando lá no palco com a ajuda gentil de todos, principalmente do José Luis Garcia. Estarei lá ano que vem e espero cantar e tocar como fiz nos shows passados. Este show foi meio que uma volta aos palcos e se não pude tocar e cantar ainda, sentir a atmosfera do palco e plateia foi revigorante, adoro esta vida e posso dizer que preciso dela, e com o tempo volto com tudo. Deus ajudará como tem ajudado sempre.
       Escolhi falar a música 14 anos do Paulinho da Viola pelo paralelo com minha própria vida. O pai o chamou aos 14 para aconselhá-lo que sambista não tem valor nesta terra de doutor, lá em casa foi minha mãe que me interpelou, pois estava saindo muito para tocar com minha banda de rock, e ela irritadíssima disse: - Vai ser músico é? Ela tinha bastante implicância com os músicos da família, com alguma inclinação para a bebida e boemia. Naquele tempo estudava num bom colégio particular com ênfase no vestibular para medicina e não podia perder a oportunidade que meus pais estavam me dando. Deixei a banda de rock e segui estudando, mas sempre tocando informalmente como amador, pois a música tinha me escolhido. Fiz assim em Maringá também. Era desse jeito que eu queria minha relação com a música, me tornei médico e nunca pensei em ser músico profissional.
       O tempo passou, a vida me pregou um boa peça, mas vou me acostumando. Preciso me acostumar, pois vou ficar 1 ano sem o osso e espero melhorar da tontura antes de recolocá-lo.
       Dona Stella passou a semana tentando recuperar a passagem perdida, pois operei na hora que ela deveria embarcar para ver nosso filho em L.A., apesar da declaração do médico não está sendo fácil o reembolso. Chama a Dilma!!! que aqui no Brasil da gente a realidade é dura.
       Pelo enorme carinho e amizade dos meus colegas cantores, dos músicos, pelo apoio e compreensão da plateia, obrigado! Valeu gente! (sempre vale).

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