Em primeiro
lugar, cabe uma justificativa do porque o blog de quinta está saindo hoje,
nesta sexta e sábado último tivemos o tradicional show dos médicos o “Plantão Musical”,
com a minha participação, no Calil Hadad, com músicas do Paulinho da Viola. Então
esta semana foi inteira de ensaios, lendo a letra da música e não cantando, o que
foi muito melhor pois não tive ritmo e divisão para cantá-la. Eu que sempre fui
o rei do swing e do balanço, agora não tenho ritmo nem para o parabéns a você.
O AVC me queimou o chip do ritmo, atenção neurocientistas, o ritmo fica na
região temporo parietal do cérebro, mas ensaiei bastante, contei com a bem
vinda ajuda da minha fono querida, a Luciana Fracalossi, e me saí bem também andando
lá no palco com a ajuda gentil de todos, principalmente do José Luis Garcia. Estarei
lá ano que vem e espero cantar e tocar como fiz nos shows passados. Este show foi
meio que uma volta aos palcos e se não pude tocar e cantar ainda, sentir a
atmosfera do palco e plateia foi revigorante, adoro esta vida e posso dizer que
preciso dela, e com o tempo volto com tudo. Deus ajudará como tem ajudado
sempre.
Escolhi falar a música 14 anos
do Paulinho da Viola pelo paralelo com minha própria vida. O pai o chamou aos
14 para aconselhá-lo que sambista não tem valor nesta terra de doutor, lá em
casa foi minha mãe que me interpelou, pois estava saindo muito para tocar com
minha banda de rock, e ela irritadíssima disse: - Vai ser músico é? Ela tinha bastante
implicância com os músicos da família, com alguma inclinação para a bebida e
boemia. Naquele tempo estudava num bom colégio particular com ênfase no
vestibular para medicina e não podia perder a oportunidade que meus pais
estavam me dando. Deixei a banda de rock e segui estudando, mas sempre tocando
informalmente como amador, pois a música tinha me escolhido. Fiz assim em Maringá
também. Era desse jeito que eu queria minha relação com a música, me tornei
médico e nunca pensei em ser músico profissional.
O tempo passou, a vida me pregou um
boa peça, mas vou me acostumando. Preciso me acostumar, pois vou ficar 1 ano
sem o osso e espero melhorar da tontura antes de recolocá-lo.
Dona Stella passou a semana tentando recuperar
a passagem perdida, pois operei na hora que ela deveria embarcar para ver nosso
filho em L.A., apesar da declaração do médico não está sendo fácil o reembolso.
Chama a Dilma!!! que aqui no Brasil da gente a realidade é dura.
Pelo enorme carinho e amizade dos
meus colegas cantores, dos músicos, pelo apoio e compreensão da plateia,
obrigado! Valeu gente! (sempre vale).
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