sábado, 29 de agosto de 2015

Ao meu irmão





       Minha festa de aniversário foi igual de traficante, durou 3 dias, de sexta a domingo, e teve um sabor melhor porque minha querida e sensível médica e amiga Ana Cristina Gurgel me liberou do antibiótico E.V.12/12 e tirou o catéter onde infundia o remédio e passou tudo V.O.. Mais liberdade para andar por aí sem estar pendurado no cateter central e no sorinho.  
       Meu irmão Fabio, sua mulher e filha são a própria festa e vieram comemorar comigo. Todos nós nos damos muito bem e nos gostamos, então é só juntar esse povo com meus filhos daqui, Guilherme e a namorada Lígia, mais o Guga e minha sogra, a sempre presente Lalá, já dá uma galera, muita comida, bebida moderada, pois não posso beber, fico embriagado com muito pouco, música, Fabio e Guga ao violão e a festa tá armada. Ainda fui no encontro de chorões de Maringá, revi o Isaías de São Paulo, que eu não via desde 1980, e o cara ainda lembrou de mim gente! 35 anos depois! E o choro estava de primeira, mesmo sem mim...
       Quando era garoto sempre ouvia os gritos do meu irmão mais velho: 
       - Sai daqui moleque! Vai pra casa! e eu não podia ficar cinco minutos com ele e sua turma que ouvia isso. Tínhamos só 4 anos de diferença.
       Já estudante de medicina, estava indo passar um fim de semana em Ubatuba na casa de um amigo da Santa Casa, o Jacob. Íamos em 15 colegas com idades regulando próximo de 23 anos, e o Fabio, meu irmão mais novo, que tinha 15 anos e me fazia companhia na organização da mala, como eu sabia que tinha lugar pra mais um, disse: 
       - Junta suas coisas que você vai comigo - ele nem acreditou de tão eufórico! Ir passar um fim de semana com um grupo mais velho, tocando violão, correndo atrás das gatas e fazendo graça, era bom demais. Foi feito, ele se enturmou super fácil e o grupo o absorveu naturalmente. Uns meses depois íamos competir num campeonato entre escolas de medicina do estado de São Paulo, a Intermed, fiz a mesma coisa: 
       - Vamos junto Fabio, era sopa no mel, jogos, comemorações, dormir nas republicas em colchões no chão... Imaginem um garoto ginasiano neste evento de universitários, mas ele se enturmou de novo e torceu muito. Não podia beber pois eu não deixava, mas foi um grande fim de semana e daí nasceu uma amizade e um respeito que perdura até hoje. Uniu ainda mais nossas famílias o fato de ser padrinho de sua filha Isabella, linda, animada, amorosa, inteligente. Somos de fato muito unidos!
       Vou mais ou menos me recuperando da retirada do osso do crânio. A cirurgia fez voltar a tontura que eu sentia no tempo que estava sem o osso, chato andar por aí tonto. Hoje tirei metade dos pontos da cabeça, mais uma fase que se vai com a bênção de nosso Pai maior, tudo correu bem, sem surpresas, que bom!
       Valeu gente por mais uma semana!

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