Depois de uma parada involuntária por avaria no meu note aqui estou de volta.
Foi uma boa semana que começou bem com uma reunião com as grávidas do roupeiro Santa Rita. Adoro estas reuniões que me colocam em contato com a medicina que eu amo, quem conhece minha paixão e facilidade com a música as vezes me pergunta se eu não queria ter seguido a carreira musical, isso nunca passou pela minha cabeça, eu sabia que não era bom o suficiente para viver de música, sabia que não seria um Michel Teló e tem mais, sempre fui apaixonado pela medicina, amor que cresceu ainda mais quando me concentrei em seus estudos. Na maioria das vezes estudava pelo prazer de me aprofundar nos mecanismos fascinantes do corpo humano. Na ginecologia tive a mágica oportunidade de conviver com as pacientes e suas famílias no período especial da gestação, em que todos ficam iluminados, confiantes e cheios de esperança. Prazeroso demais participar deste momento e me lembro de muitos nascimentos, posso dizer que a maioria que nos uniu definitivamente: medico e paciente. Mormente hoje em dia que os colegas fogem do parto natural e indicam a cesárea com dia e hora, já na primeira consulta do pré natal. Ora, meus 3 filhos vieram ao mundo pelo parto natural sendo que o mais novo, fui eu que honrosamente assisti, auxiliado pelo grande colega e amigo Moacir Manetti que se manteve ao lado para qualquer eventualidade mas permitiu que eu assumisse todo procedimento, principalmente ser o primeiro a colocar as mãos no nascituro. Guardo muita emoção deste momento único. Imaginem vocês, trazer seu próprio filho ao mundo façanha feita por poucos, tenho lembranças diárias destes instantes. Os outros dois filhos estive ao lado o tempo todo mas era novo e inexperiente para assumir a responsabilidade da condução do parto, foi melhor assim me ocupei da Stella que era mãe de primeiro filho, o que nos aproximou ainda mais pelo resto da vida.
Ajudar gestantes para esse momento inesquecível, preparar, encorajar, dar segurança, ter controle da situação sempre foi meu objetivo e pelo retorno que tenho diariamente ao encontrar antigas pacientes, acho que fiz um bom trabalho. Continuo a ajudá-las agora, em casa informalmente, no acompanhamento de exames, orientações de diagnóstico/tratamento, ou dúvidas. Mesmo sem condições de atendê-las assumir procedimentos cirúrgicos continuo acompanhando-as de perto.
Isso muito me alegra, pois é mais uma prova de que o AVC, apesar de limitante, não atrapalhou um vínculo forte construído por uma vida inteira de dedicação a medicina. O AVC me tirou muitas coisas, muitas mesmo, mas mostrou e continua mostrar, que são inúmeros os caminhos da realização, não importando o tamanho dos desafios.
Valeu gente!
Esse é o Celsão ! Você também esteva lá do meu lado num dos dias (se não o dia) mais emocionantes da minha vida. Com maestria, fez o parto da minha filha Clara. Texto maravilhoso Celsão, só não concordo com "eu sabia que não era bom o suficiente para viver de música". Fala sério Maestro ... Bom te ler ! Abraço. Filipe Côgo.
ResponderExcluireurealmente achava que não era bom o suficiente para viver de música, eu sabia que levava jeito mpra coisamas não era virtuose, nessa época eu convivia co o cizão e via uns amigos dele tocando guitarra e violão, dava vontade de sair correndoos caras eram muito, natan marques, etc,,,eu eraum bom animador de roda de samba , violeiro, não violonista, levava jeito, claro mas parou aífelicidade em participar dessa famíliatão querida, felipee riane , clara, emanuel e os que vierem
ExcluirOlá Celso, gostei muito de ter noticias, é muito bom ver você nessa força que impulsiona sua vida para o bem e para a saúde. Parabéns, Um grande abraço.
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