sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Na Balada

       No último sábado 5/12 voltei pra balada, no festival de blues de Maringá. Fui ver o ótimo cantor e guitarrista Mr. Sipp no Club Polo. Foi uma balada pois o show começou às 2:00h da madrugada, e voltei umas 3h. Fui muito bem recebido no camarote do meu amigo Dr. Sabóia, onde encontrei um pouco mais de conforto.
       No evento encontrei muitos fãs do blues e do rock e os que muitas vezes tocaram comigo. Meus amigos Paulo Machado nos baixos, Eulas na bateria e Isaac na guitarra e vocais, além do excelente gaitista Caborja abriram os trabalhos com brilho equivalente a atração principal Mr Sipp, muito bom cantor e excelente guitarrista, com ótima presença no palco e interação com o público. Doeu o coração não poder estar lá no palco com eles. Em 2013, toquei no festival de blues de Umuarama do meu amigo Ivanildo da Uvel, o Isaac Abeche nos acompanhou na viagem e eu o chamei para o palco a fim de tocar um pouco comigo naquele festival, pois não há um músico que não fique com vontade de tocar nestes eventos, o palco tem mel e aqueles que sobem e se apresentam ficam dependentes, assim é comigo e com aqueles que tiveram essa oportunidade, subir num palco e angariar a atenção dos presentes é mágico, sinto muita falta desta que dentro do caleidoscópio das minhas atividades é preferencial. Colocaria o meu trabalho em pé de igualdade com minha paixão musical e sofro muito sem os dois. Com o Isaac não foi diferente em Umuarama.
       Agora devo ficar atento para as atrações em Maringá e sempre estar presente, o deslocamento, a poltrona, nem sempre são adequadas mas dá-se um jeito e o prazer de participar, mesmo como espectador, deve compensar o resto e, assim, passar de protagonista a plateia sem sofrer é minha meta. Saibam que isso é a minha realidade agora, ser platéia.
       O Clube Polo não é preparado para pessoas com necessidades especiais, afinal, quem vai lá vai pra dançar e pular, então subir as escadas, que não é tarefa fácil, (não tem elevador) para os camarotes e depois descer de volta foi trabalhoso, mas consegui fazer. É bem mais difícil descer as escadas depois de um belo copo de chopp, mas contei com a atenciosa ajuda do Guga, mas escada e bebida não é uma associação boa pra mim neste momento. Pretendia descer até os bastidores para abraçar meus amigos e tirar umas selfies, mas como estou muito fraco para bebida qualquer coisa já fico embriagado. Uma taça de vinho, um copo de chopp, e já deu: isto somado à minha tontura constante é um perigo real. Então porque bebe??? porque é bom... música e uma bebidinha, um papinho, combinam bem até para um derramado como eu, sempre gostei destes eventos, encontrar os amigos, conversar, distrair a cabeça, ver gente nova mas sempre estava com a guitarra nas mãos.
       Agora de bengala nas mãos vou acertando meu caminho...e com certeza voltarei a tocar e cantar.
       Valeu gente, semana que vem tem mais...

6 comentários:

  1. Doutor, que demais ler isso. O senhor foi meu primeiro gineco quando eu ainda tinha 16 anos (hoje tenho 22). Saudades do senhor, da sua atenção e do seu humor um tanto quanto ácido haha. Seja feliz!

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  2. Eita Compadre . . . sempre superando obstáculos.
    Bola prá frente. Forte abraço e grande beijo.

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Você é valente, tô com saudade de tu.

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