Amigos, todos que me acompanham, os
que me conhecem perceberam que jogava e sou fã de futebol, virei tenista por
necessidade. No final de 1990 estava muito gordo, sem físico para o futebol, o
tenis me recebeu muito bem e em pouco tempo estava apaixonado pelo esporte da
raquete, ficava horas no paredão praticando. O tenis tem tudo do futebol com
menos desgaste, e nada de briga. Conseguia correr e jogar satisfatoriamente
mesmo gordo, o tenis tem o drible, a bola no ângulo (da quadra), a deixadinha
que mata e brinca com o oponente, então sempre digo que o tenis é a evolução do
boleiro inteligente rsrs! com a vantagem de não ter o pontapé, a briga, muito
rara no tênis, onde a gentileza deve imperar.
Fico triste ao assistir meu tricolor jogando indolente e preguiçoso sem
honrar aqueles que pagaram bem caro para assistir o espetáculo? Se está 1x0 já
é suficiente, eles enrolam com bolas para o lado e para trás sem ter vergonha
de roubar quem pagou! e quem assiste o jogo de casa, como eu que nunca perco o
tricolor na TV, acaba mudando de canal.
No basquete não tem jogo ganho, com a
cesta valendo 3 pontos praticamente qualquer escore pode ser alcançado e além
disso se o time enrola, o juiz inverte o mando, simplesmente dá bola pro outro
time. As jogadas de efeito, enterradas e pontes aéreas são estimuladas por
todos, um erro numa jogada destas é ovacionada como acerto, dá prazer ver um
jogo da NBA do ginásio com todo o aparato para entreter e divertir, no intervalo
tem dança break, não só de mulheres ,mas os grupos de rapazes dão show de condicionamento e rapidez conto
fato ocorrido nesta noite.
Tive a grata oportunidade de assistir
um jogo da NBA, Miami Heat, que estava com tudo, foi até campeão aquele ano,
contra o Philadelphia 76, que apesar de inferior se empenhou e correu muito
para equilibrar a partida. Honraram nossos U$70,00 por ingresso.
Iniciando a noitada, vc chega num
estádio limpo, com amplas rampas de acesso, e dezenas de policiais, (observem
quem paga a hora extra destes policiais que estão trabalhando é o produtor do
evento, nada mais justo), auxiliares e voluntários orientando o educado povo a
se instalar sem brigas ou empurra/empurra, a assistência está arrumadíssima com
as mulheres se equilibrando em seus saltos 12 ou 15 e maquiadíssimas, parece
que vão a uma balada dançar. Dá pra ir com o filho de 3 anos pela mão (como
aqui, não?), cada um a subir a rampa no
setor próximo ao seu assento. Dentro do ginásio é tudo limpíssimo, como sempre,
entrei no banheiro só para ver, limpo cheirando bem e organizado com um
funcionário ali dentro para o que for preciso. Como todo lugar naquele país,
vários boxes de comida desde o tradicional hot dog (obrigatório nos jogos do
Miami) até pasta, ribs, comida mexicana, tailandesa e pasmem brasileira, tudo muito bem acondicionado para vc levar e comer durante a partida,
a cadeira é espaçosa com lugar para se acomodar o copo, ninguém invade o espaço
do outro. Dá vontade de comer tudo daquelas lojas!
Quando se entra no recinto da quadra,
chama a atenção o enorme placar eletrônico pendendo do alto, tanta coisa para
olhar e o jogo comendo solto com mais um show do Lebron James. Quando começa a
partida é uma festa os telões ficam incitando o público a torcer, dando prêmios
para quem gritar mais alto e por aí em diante, animadores de torcida postados a
cada setor vão intensificando o assanhamento da massa, a câmera escolhe alguém
para tentar acertar uma bola na cesta da metade do campo, a recompensa estava
acumulada mas era uma boa grana não me lembro quanto. O cara errou mas deu
entrevista, ganhou muitos brindes, uma festa, foi ovacionado. Até dona Stella
se interessou, torceu! nem poderia ser diferente, aquilo sim é um espetáculo
onde os atletas são encorajados a tentar jogadas de efeito, e mostrar o que
sabem.
Vejam o exemplo de povo civilizado, o Fernando
costuma perder chaves, documentos e outras coisas, lá ele perdeu as chaves do
carro e do seu apartamento, dia seguinte ele telefona para o setor de achados e
perdidos e diz qual assento ele ocupava, quais as chaves que estavam no
chaveiro e o policial disse, está aqui sim...e tudo se resolveu, vale os U$70
não vale?,
A saída foi como a entrada, sem
correria ou empurrões os guardas orientavam o trânsito que fluía bem. Voltamos
calmamente a pé, o Fernando morava a uns 300m da American Air Line Arena em Downtown
Miami.
Já por aqui.....dá dó ver o “melhor
futebol do mundo”...já faz muito tempo que não acho isso, a média de público
quando joga o Manchester United é de 45 mil pagantes, sobram 3 ou 4 assentos só.
Onde que por aqui temos isso?? Nem em Itaquera! Chegar e sair dos estádios? Adrenalina pura! congestionamentos, assaltos, brigas.
Fico pasmo ao ver que a
roubalheira e a incompetência estão em todas as áreas, nada escapa nesse Brasil.
Valeu
gente!!!
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