quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Um jogo da NBA e outras paixões





                      Amigos, todos que me acompanham, os que me conhecem perceberam que jogava e sou fã de futebol, virei tenista por necessidade. No final de 1990 estava muito gordo, sem físico para o futebol, o tenis me recebeu muito bem e em pouco tempo estava apaixonado pelo esporte da raquete, ficava horas no paredão praticando. O tenis tem tudo do futebol com menos desgaste, e nada de briga. Conseguia correr e jogar satisfatoriamente mesmo gordo, o tenis tem o drible, a bola no ângulo (da quadra), a deixadinha que mata e brinca com o oponente, então sempre digo que o tenis é a evolução do boleiro inteligente rsrs! com a vantagem de não ter o pontapé, a briga, muito rara no tênis, onde a gentileza deve imperar.

    Fico triste ao assistir meu tricolor jogando indolente e preguiçoso sem honrar aqueles que pagaram bem caro para assistir o espetáculo? Se está 1x0 já é suficiente, eles enrolam com bolas para o lado e para trás sem ter vergonha de roubar quem pagou! e quem assiste o jogo de casa, como eu que nunca perco o tricolor na TV, acaba mudando de canal.

No basquete não tem jogo ganho, com a cesta valendo 3 pontos praticamente qualquer escore pode ser alcançado e além disso se o time enrola, o juiz inverte o mando, simplesmente dá bola pro outro time. As jogadas de efeito, enterradas e pontes aéreas são estimuladas por todos, um erro numa jogada destas é ovacionada como acerto, dá prazer ver um jogo da NBA do ginásio com todo o aparato para entreter e divertir, no intervalo tem dança break, não só de mulheres ,mas os grupos de rapazes  dão show de condicionamento e rapidez conto fato ocorrido nesta noite.

Tive a grata oportunidade de assistir um jogo da NBA, Miami Heat, que estava com tudo, foi até campeão aquele ano, contra o Philadelphia 76, que apesar de inferior se empenhou e correu muito para equilibrar a partida. Honraram nossos U$70,00 por ingresso. 

             Iniciando a noitada, vc chega num estádio limpo, com amplas rampas de acesso, e dezenas de policiais, (observem quem paga a hora extra destes policiais que estão trabalhando é o produtor do evento, nada mais justo), auxiliares e voluntários orientando o educado povo a se instalar sem brigas ou empurra/empurra, a assistência está arrumadíssima com as mulheres se equilibrando em seus saltos 12 ou 15 e maquiadíssimas, parece que vão a uma balada dançar. Dá pra ir com o filho de 3 anos pela mão (como aqui, não?),  cada um a subir a rampa no setor próximo ao seu assento. Dentro do ginásio é tudo limpíssimo, como sempre, entrei no banheiro só para ver, limpo cheirando bem e organizado com um funcionário ali dentro para o que for preciso. Como todo lugar naquele país, vários boxes de comida desde o tradicional hot dog (obrigatório nos jogos do Miami) até pasta, ribs, comida mexicana, tailandesa e pasmem brasileira, tudo muito bem acondicionado para vc levar e comer durante a partida, a cadeira é espaçosa com lugar para se acomodar o copo, ninguém invade o espaço do outro. Dá vontade de comer tudo daquelas lojas!

Quando se entra no recinto da quadra, chama a atenção o enorme placar eletrônico pendendo do alto, tanta coisa para olhar e o jogo comendo solto com mais um show do Lebron James. Quando começa a partida é uma festa os telões ficam incitando o público a torcer, dando prêmios para quem gritar mais alto e por aí em diante, animadores de torcida postados a cada setor vão intensificando o assanhamento da massa, a câmera escolhe alguém para tentar acertar uma bola na cesta da metade do campo, a recompensa estava acumulada mas era uma boa grana não me lembro quanto. O cara errou mas deu entrevista, ganhou muitos brindes, uma festa, foi ovacionado. Até dona Stella se interessou, torceu! nem poderia ser diferente, aquilo sim é um espetáculo onde os atletas são encorajados a tentar jogadas de efeito, e mostrar o que sabem.

 Vejam o exemplo de povo civilizado, o Fernando costuma perder chaves, documentos e outras coisas, lá ele perdeu as chaves do carro e do seu apartamento, dia seguinte ele telefona para o setor de achados e perdidos e diz qual assento ele ocupava, quais as chaves que estavam no chaveiro e o policial disse, está aqui sim...e tudo se resolveu, vale os U$70 não vale?,

A saída foi como a entrada, sem correria ou empurrões os guardas orientavam o trânsito que fluía bem. Voltamos calmamente a pé, o Fernando morava a uns 300m da American Air Line Arena em Downtown Miami.

Já por aqui.....dá dó ver o “melhor futebol do mundo”...já faz muito tempo que não acho isso, a média de público quando joga o Manchester United é de 45 mil pagantes, sobram 3 ou 4 assentos só. Onde que por aqui temos isso?? Nem em Itaquera! Chegar e sair dos estádios? Adrenalina pura! congestionamentos, assaltos, brigas.
 Fico pasmo ao ver que a roubalheira e a incompetência estão em todas as áreas, nada escapa nesse Brasil.

          Valeu gente!!!


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