Conto-lhes agora cena ocorrida comigo em Santos há 50 anos. Guardei essa deliciosa história por todos estes anos para dividi-la com meus amigos leitores (espero que entre esses leitores haja alguém da ambev e queira utilizar meu argumento em alguma campanha publicitária, tudo será resolvido sem muitos zeros..)
Aproveito para lembrar meu padrinho Márcio Pereira Barretto! Bom cantor e violonista, alegre e bom consumidor da Brahma ele morava com sua família em São José do Rio Preto e costumava veranear em Santos. Ele mais alguns camaradas saiam de férias neste período e iam para a mesma praia assim tinham companhia garantida no anoitecer maravilhoso a beira mar. Reuniam-se num daqueles restaurantes de beira de praia para tomarem seus choppinhos, prosear e contemplar o por do sol. Me lembro numa destas ocasiões a mesa estava formada com uns doze companheiros e mais eu, que era moleque e não tinha convite para me juntar aos senhores mas nesta noite acabei ficando ali rindo das histórias hilárias, piadas e causos.
Notei que um andarilho chegava da rua e mostrava interesse em adentrar o recinto, os garçons se reuniram em torno da figura para impedir sua entrada, bem naquele momento haviam acabado de servir mais uma rodada de chopp exibindo aquelas lindas canecas suando com aquele colarinho cremoso branquinho, transbordando pela borda.. o tal andarilho conseguiu se desvencilhar dos garçons, chegou por trás do meu tio e pegou sua caneca e rapidamente colocando-a na boca começou a sorver o precioso líquido de um só gole! ao terminar a caneca com o bigode e a barba pingando dá o último gole com ruído e exclama: - Eu quero morrer bebendo brahma!!!! meu tio que tinha fama de sovina se adiantou dizendo: - Esse eu faço questão de pagar!
Imaginar a sede do andarilho no calor praiano, a descontração da roda de amigos, nova rodada de copos tinindo de gelados, acho que faria igual…mesmo valendo a cadeia depois.
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