quinta-feira, 14 de julho de 2016

eu e a medicina


   O frio nos acarreta alterações! Comemos mais e comidas mais calóricas pra aumentar o panículo adiposo que isola nos do frio isso tudo é fisiológico em nosso organismo. Época de emagrecer é o verão,
                               Maravilha, é a medicina me a me dando chance de me aprofundar no estudo do organismo mais perfeito do universo tudo isso. Deus nos fez a sua imagem e semelhança e caprichou mesmo na sua obra.
                               Assisti ao filme (do livro do mesmo nome, O Fisitian, médico em inglês, mas aqui mal traduzido para O Físico) , me atiçou o orgulho de ser médico. Nosso conhecimento uma dádiva, nossa profissão abençoada, minha especialidade linda , a única que atende dois indivíduos diferentes em situações distintas de uma só vez: que vc faz com um afeta o outros assim por diante tem que saber muito! e gostar muito! mas mais lindo de tudo é participar do momento da chegada de um novo ser: mais um filho, outro neto ! participar deste momento de pura felicidade é um privilégio que a medicina me proporcionou. ser tratado como da família
                              Saber que fiz bem a minha parte é motivo de orgulho para mim e também para meu pai que não esta mais entre nós mas onde ele estiver acompanha o filho na sua trajetória na medicina do filho que era motivo de  orgulho.  Eu já estava no quinto ano  conseguia um dinheirinho dando plantões e substituindo colegas em ambulatórios e meu pai satisfeito me fazia gastar tudo de uma vez…estou lembrando e dividindo com vcs. Assim era meu pai, sempre vibrando com as conquistas dos filhos. Foi cedo como eu gostaria de passar uma tarde com ele atualmente, compartilhar sua bondade e confiança na família que era  seu maior orgulho adorava ser um Pereira Barretto puro como ele dizia, transmitiu para os filhos esse mesmo sentimento, quatrocentão na São Paulo dos anos 30 e 40  isso era importante e o crack do café  acabou com a fazenda de café do interior de SP, onde por muitos anos viveu minha família. 
                          Cresci escutando histórias de Luiz Pereira Barretto, o gênio da família ele realmente foi muito importante em seus estudos de moléstias tropicais numa de suas viagens para a Amazônia conheceu o guaraná e o trouxe para o sul, durante muitos anos no rótulo do guaraná Antártica aparecia: fórmula do dr. Luiz Pereira Barretto além disso trouxe a uva para o Brasil pois o imigrante italiano só se fixaria ao novo país se o acompanhasse o vinho; tratou ele de trazer as uvas para a região de Valinhos / Jundiaí e lá começou a cultura da uva no Brasil. Além disso participou com Vital Brasil e Carlos Chagas no estudo da febre amarela que grassava na região sudeste. Conta-se que para provar que a febre amarela não era transmitida pelas emanações do paciente chegou a dormir no leito de um paciente recém morto pela doença e ainda ingerir pílula feita do vomito deste, acabaram provando a responsabilidade do vetor na transmissão da enfermidade que é o mesmo mesmo  aedes egypti desde aquele tempo nos atrapalhando a  saúde houve um tempo em que se considerava erradicado o aedes e consequentemente a doença mas agora o mosquito voltou com força total todos   sabemos o resto da história.
                          Agora me apercebi de onde vem meu interesse de estudar medicina: pressão silenciosa da família pois  nunca ouvi meus pais me obrigando nem mesmo sugerindo que seguisse a profissão. Enfim achei minha vocação, repito o que já disse no blog anteriormente apesar da paixão e da facilidade pela música nunca pensei em torná-la minha profissão. A música ficou no lugar certo na minha vida, um hobby bem sério, nada mais que isso. E nem me considero bom o bastante para ser músico de profissão como instrumentista e intérprete sou comum, nada extraordinário ainda mais aos 19 anos muito menos capaz que atualmente. Mas nem se pudesse voltar atrás não iria viver de música, achei meu lugar como médico, adoro minha profissão, sofro por ser obrigado a ficar longe dela excetuando nas palestras e reuniões com gestantes que me torno médico onde viro médico novamente. Dos desgastantes plantões, a ausência no almoço familiar e em outras datas importantes como alguns natais e reveillon, muitos domingos, o cansaço, que também era grande, claro que não tenho saudade mas trabalhar, operar, pensar montar os quebra cabeças das enfermidades atender as gestantes com sua energia positiva, contagiante me fizeram um privilegiado de trabalhar com algo que me dava tanto prazer.
                       Atualmente , ainda sem mexer a mão esquerda satisfatoriamente não há como exercer a profissão, voltar ao trabalho mas esse dia enquanto não chega vou pensando em um jeito de ficar conectado com minha amada profissão lendo, estudando lembrando...

2 comentários:

  1. Celso, boa tarde. Não sei seu estado atual, mas o fato de não mexer a mão o impede de operar mas não de clinicar. Todo o seu conhecimento acumulado e mais o interesse e o acompanhamento da evolução da medicina o credenciam para clinicar, diagnosticar, montar os quebra-cabeças e prescrever a solução. Pense nisto e vá em frente, ouvindo muita música boa e curtindo a família, os amigos e a medicina.

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  2. Primo,realmente posso fazer isso, mas a dificuldade de examinar me desencoraja um pouco. Trabalhava como ginecologista e muito dependente do exame físico. E além de tudo estou aposentado por invalidez e não posso voltar ao trabalho. Aproveito meu tempo ouvindo musica, vendo futebol, tenis, filmes, usufruindo dos amigos e muuuita fisioterapia. Mas com altos e baixos seguimos em frente! Obrigado pela atenção. Leia meus blogs, acompanhe minha trajetória. quam sabe na proxima reunião da família nos encontramos!

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