Entre exercícios e recordações vou
devagarinho me reabilitando e contando historias do passado e do presente.
Depois de uns posts de histórias vividas antes do AVC volto à rotina da minha global recuperação que está numa fase crítica entre a espasticidade e o movimento. Segundo a fisio Helen, é a hora de caprichar e explorar a mobilidade. Fazemos isso sempre, estimulação elétrica e movimento voluntário: recuperação neurológica e muscular, uma não serve sem a outra. Esta última é cansativa e desgastante pois ainda sinto pouco o segmento, apesar da fisio insistir que não precisa sentir para mexer, fico meio perdido e mexo todo o membro ou ainda as vezes cismo de ajudar com a perna ou o quadril, já viu levantar a perna pra dobrar o cotovelo? Nem sempre acerto o movimento, no final da sessão estou exausto de me concentrar. Mas a evolução é evidente. As vezes não pra mim, mas a família vibra e me relembra as fases: imobilidade total, dores imensas, cãimbras, formigamento, pequenas sensações e, enfim, o leve movimento voluntário... e depois o levantar, o andar!
Depois de uns posts de histórias vividas antes do AVC volto à rotina da minha global recuperação que está numa fase crítica entre a espasticidade e o movimento. Segundo a fisio Helen, é a hora de caprichar e explorar a mobilidade. Fazemos isso sempre, estimulação elétrica e movimento voluntário: recuperação neurológica e muscular, uma não serve sem a outra. Esta última é cansativa e desgastante pois ainda sinto pouco o segmento, apesar da fisio insistir que não precisa sentir para mexer, fico meio perdido e mexo todo o membro ou ainda as vezes cismo de ajudar com a perna ou o quadril, já viu levantar a perna pra dobrar o cotovelo? Nem sempre acerto o movimento, no final da sessão estou exausto de me concentrar. Mas a evolução é evidente. As vezes não pra mim, mas a família vibra e me relembra as fases: imobilidade total, dores imensas, cãimbras, formigamento, pequenas sensações e, enfim, o leve movimento voluntário... e depois o levantar, o andar!
Tenho tido vitórias é verdade, ainda essa
semana, mais uma volta no quarteirão e um quarto de quarteirão sem apoio nem
bengala, apenas a companhia da Marcela personal. Eu e minhas pernas.
- Controla o medo aí rapaz! - e lá vou eu aumentando a auto confiança, a coordenação, o equilibrio, contornando a tontura, o movimento dos carros...
- Controla o medo aí rapaz! - e lá vou eu aumentando a auto confiança, a coordenação, o equilibrio, contornando a tontura, o movimento dos carros...
Mas para minha ansiedade já queria ir pegar o violão que
continua soando com o controle do Guga, o violeiro da casa agora. Me espere filho que já estarei pronto
para fazermos um som juntos o que sempre
foi meu sonho, tocar com os filhos.
Tenho muito a aprender com meu derrame:
o tempo das coisas não é o tempo do ansioso. Se depois de tudo isto passar eu
tiver aprendido a controlar minha ansiedade, o AVC terá valido a pena!
Este é o Celsão de hoje. Sempre um mix
com o de outrora. Impossível separar, negar, esquecer.
Continue aprendendo e nos ensinando a viver, Celso!
ResponderExcluirUm grande abraço.
Não sei se ensino, mas continuo aprendendo com o entusiasmo de principiante. Obrigado pelo carinho e incentivo.Abraços
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