quinta-feira, 14 de maio de 2015

O frio e o AVC






            Mais um post da excitante série didática, “Conheça o AVC por dentro!
             Salvo algumas exceções claro, e eu vivo com uma delas, todos detestam o frio. Eu sempre detestei, depois do AVC detesto muito mais, pois o frio faz todos ficarem contraídos e mais inábeis nos movimentos musculares, os mais velhos também detestam esta estação. As dores pioram na proporção da queda de temperatura, assim como as espasticidades, artrites, artroses e a fibromialgia. Eu pessoalmente sou muito sensível ao frio na questão frequência da micção que aumenta muito com a queda da temperatura. Sempre fui assim. Arre, alguma coisa que o AVC não mudou!
             Joguei tenis com um cara nos EUA que tinha 2 casas, uma de inverno na Flórida e outra de verão em Washington, e todo ano ele carregava sua van caindo aos pedaços com seus trecos e atravessava os Estados Unidos em busca da ensolarada Flórida, no caminho parava para jogar tenis com seus parceiros  amealhados ao longo do caminho em anos de viagens.Combinamos jogar no ano seguinte mas eu não pude estar lá pois o Fernando se mudou de Savannah e o nosso jogo falhou.  As vezes encontro por aí nos meus guardados o cartão do Jack Hill. Ele punha tanta proteção no cotovelo, joelho e punhos que parecia o robocop. Hoje jogaríamos o jogo internacional de Paratenis.
              Sou brasileiro e essas combinações para futuros encontros nem sempre valem: - Passe lá em casa, - Eu ligo pra vc assim que der, ( leia-se nunca ligarei ) - Vc tem face? Ainda seria mais provável um contato de facebook, politicamente bem mais correto, isento do inconveniente contato olho no olho e aperto de mão. Abraço? Nem pensar, pressupõe ligação pai e filho brasileiros, talvez russos, coisa de subdesenvolvidos. - Com essas gripes e doenças contagiosas é melhor que fiquemos longe.
             É verdade, sempre achei que secretária eletrônica e email foram inventados para o povo americano que odeia o constrangimento de um encontro ao vivo, mas deu certo no mundo todo, com o tempo acho que vamos parar de nos encontrar e falar. Ainda bem que existem as mulheres que mantém a tradição da conversa ao vivo que com elas não parece perder terreno, não é mando uma mensagem depois.
         Vc já ouviu isso:.- Onde vc vai cara, vamos conversar, tomar um café. -Café? Não posso, me dói a gastrite! Anos sem se ver e nem 5 minutos de conversa. Chato esse cara vou por no email: chato! - Me fale da família, sua mãe como ela está? - Te mando uma mensagem depois contando em detalhes que a história é longa e cheia de vai e vem, também aproveito e conto do meu pai que faleceu ano passado...  - Puxa ele era tão cheio de vida, mas foi... 
      Tinha um grande amigo alemão voltou a Alemanha depois de muitos anos e ao chegar deu uma passadinha, de brasileiro, na casa de um primo bem chegado na infancia, que nem abriu toda porta, disse de dentro, vc poderia voltar amanhã 14h, agora tenho que sair...e lá  foi ele pro compromisso. E meu amigo na rua em Berlin!  Tanta intimidade só em Minas Gerais, onde é possível a passadinha e ainda esperar por um convite pro café com pão de queijo, mesmo não sendo irmão ou filho.
        Pois é falando do frio tenho a testemunhar que apesar de ainda não ter chegado em sua plenitude, já imagino quando isso acontecer. Mesmo assim ontem saí para dar volta no quarteirão com a Marcela Chinaglia, minha personal e voltei da esquina, a perna esquerda muito pesada e doída inviabilizou minha caminhada. Hoje fiz opinião e apesar da dor e da perna pesada dei meu passeio sem apoio, mais curta mas dei! Minha vida é movimento gente, não posso esmorecer, minha família e amigos não me deixariam fraquejar na recuperação que muitas vezes me satura.

        Pretendo ir a Los Angeles no começo do ano que vem, se o dólar contribuir e se estiver condicionado vou, senão ficarei passando vontade. Lá tudo é longe! Vou precisar andar bem!

Um comentário:

  1. Celsao ! Venho aqui deixar meu abraço, sou um fiel leitor do blog , sempre que encontro o guga pergunto de você, obrigado por tudo ídolo !

    Victor Machado

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