Mais um post da excitante série
didática, “Conheça o AVC por dentro!
Salvo algumas exceções claro, e eu vivo com
uma delas, todos detestam o frio. Eu sempre detestei, depois do AVC detesto
muito mais, pois o frio faz todos ficarem contraídos e mais inábeis nos movimentos
musculares, os mais velhos também detestam esta estação. As dores pioram na
proporção da queda de temperatura, assim como as espasticidades, artrites,
artroses e a fibromialgia. Eu pessoalmente sou muito sensível ao frio na
questão frequência da micção que aumenta muito com a queda da temperatura. Sempre
fui assim. Arre, alguma coisa que o AVC não mudou!
Joguei tenis com um cara nos EUA que tinha 2
casas, uma de inverno na Flórida e outra de verão em Washington, e todo ano ele
carregava sua van caindo aos pedaços com seus trecos e atravessava os Estados
Unidos em busca da ensolarada Flórida, no caminho parava para jogar tenis com
seus parceiros amealhados ao longo do
caminho em anos de viagens.Combinamos jogar no ano seguinte mas eu não pude
estar lá pois o Fernando se mudou de Savannah e o nosso jogo falhou. As vezes encontro por aí nos meus guardados o
cartão do Jack Hill. Ele punha tanta proteção no cotovelo, joelho e punhos que
parecia o robocop. Hoje jogaríamos o jogo internacional de Paratenis.
Sou brasileiro e essas
combinações para futuros encontros nem sempre valem: - Passe lá em casa, - Eu
ligo pra vc assim que der, ( leia-se nunca ligarei ) - Vc tem face? Ainda seria
mais provável um contato de facebook, politicamente bem mais correto, isento do
inconveniente contato olho no olho e aperto de mão. Abraço? Nem pensar,
pressupõe ligação pai e filho brasileiros, talvez russos, coisa de subdesenvolvidos.
- Com essas gripes e doenças contagiosas é melhor que fiquemos longe.
É verdade,
sempre achei que secretária eletrônica e email foram inventados para o povo
americano que odeia o constrangimento de um encontro ao vivo, mas deu certo no
mundo todo, com o tempo acho que vamos parar de nos encontrar e falar. Ainda
bem que existem as mulheres que mantém a tradição da conversa ao vivo que com
elas não parece perder terreno, não é mando uma mensagem depois.
Vc já ouviu isso:.- Onde vc vai cara,
vamos conversar, tomar um café. -Café? Não posso, me dói a gastrite! Anos sem
se ver e nem 5 minutos de conversa. Chato esse cara vou por no email: chato! -
Me fale da família, sua mãe como ela está? - Te mando uma mensagem depois
contando em detalhes que a história é longa e cheia de vai e vem, também aproveito
e conto do meu pai que faleceu ano passado...
- Puxa ele era tão cheio de vida, mas foi...
Tinha
um grande amigo alemão voltou a Alemanha depois de muitos anos e ao chegar deu
uma passadinha, de brasileiro, na casa de um primo bem chegado na infancia, que
nem abriu toda porta, disse de dentro, vc poderia voltar amanhã 14h, agora
tenho que sair...e lá foi ele pro compromisso.
E meu amigo na rua em Berlin! Tanta
intimidade só em Minas Gerais, onde é possível a passadinha e ainda esperar por
um convite pro café com pão de queijo, mesmo não sendo irmão ou filho.
Pois é falando do frio tenho a testemunhar
que apesar de ainda não ter chegado em sua plenitude, já imagino quando isso
acontecer. Mesmo assim ontem saí para dar volta no quarteirão com a Marcela Chinaglia,
minha personal e voltei da esquina, a perna esquerda muito pesada e doída inviabilizou
minha caminhada. Hoje fiz opinião e apesar da dor e da perna pesada dei meu passeio
sem apoio, mais curta mas dei! Minha vida é movimento gente, não posso
esmorecer, minha família e amigos não me deixariam fraquejar na recuperação que
muitas vezes me satura.
Pretendo ir a Los Angeles no começo do
ano que vem, se o dólar contribuir e se estiver condicionado vou, senão ficarei
passando vontade. Lá tudo é longe! Vou precisar andar bem!
Celsao ! Venho aqui deixar meu abraço, sou um fiel leitor do blog , sempre que encontro o guga pergunto de você, obrigado por tudo ídolo !
ResponderExcluirVictor Machado